Ficou pensativa por um tempo, enquanto o local permanecia em seu silêncio. Estava amanhecendo e ela estava ali, na cama dele. Mais uma vez. Isso tinha que acabar. Escutou um barulho vindo do corredor e logo ele entrou, segurando de forma desajeitada uma bandeja de café da manhã. - Olha, ela acordou! - Brincou ele, que foi a seu encontro. Ryan sorriu para Charlie, e ela queria saber o que estava fazendo no quarto de um garoto de apenas 20 anos, trajando poucas roupas. - Eu te fiz um café da manhã. Não achei muita coisa porque minha mãe não fez a compra do mês. - Charlie riu, sentando na cama dele e suspirando. - Eu preciso ir embora, Ryan.. - E recusar meu café? - O garoto fez uma expressão triste, e foi para o lado dela, na cama. - Ryan, acabou. Não podemos mais nos ver. - Disse Charlie suspirando e levantando da cama, começando a procurar suas roupas. - Como assim, Charlie? Eu achei que eu, e você.. - Ela riu, enquanto ele foi ao encontro dela e a puxou para cama, fazendo-a sentar em seu colo. - Mal começamos.. - Por isso mesmo, Ryan.. Acho que 3 vezes foi o suficiente, não? - Não! - Disse o garoto, tentando beijá-la. Ela lhe deu um selinho, e voltou a olhar em seus olhos castanhos claro. Queria que eles fossem azuis. - Ryan, eu tenho 28 anos.. Idade para ser a sua tia. - Eu ia adorar que fosse minha tia. - Disse o garoto malicioso, enquanto ela tentou se levantar de seu colo. - Ryan, é sério.. Deixei isso ir longe demais. Você é só um garoto. - E dizendo isso, deu um selinho nele e levantou-se de seu colo. - Você vai ser mais feliz com garotas da sua idade. - Foi se vestindo enquanto ele parecia frustrado na cama. - O que eu preciso fazer para você ficar? - Não á nada a ser feito. Apenas seja um bom filho para a sua mãe. - Já vestida, ela se aproximou dele, e sentou ao seu lado o olhando nos olhos. - Foi legal, eu me diverti. Por uns dias você me fez voltar á adolescência, mas acontece que eu já sou adulta. E não daríamos certo. Eu não gosto de andar de skate. - Riu, enquanto dava um último selinho nele e se afastava. - A gente se vê, Ry.. - E deixando o garoto cabisbaixo na cama, ela foi embora. Riu de si mesma, enquanto já do lado de fora entrava no carro e fazia caminho para sua casa. Veria seu filho, e o levaria ao parque e depois tomariam sorvete. Era engraçado as formas que uma pessoa tentava esquecer a outra; mas parece que com ele, nada ia funcionar.
Just a boy..
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