In the sky..


O que é aquilo ali, mamãe? - Disse Sheldon, apontando pra um ponto além do horizonte. Charlie olhou a tempo de ver um pássaro voando longe. - É um pássaro, meu amor. - E aonde ele está indo? - Bom, ele deve estar indo para casa. - Disse, enquanto o envolvia pela cintura, lhe dando um beijo na bochecha rosada. - Nós podemos ir para casa voando também? - Disse ele, todo curioso enquanto ela riu, o fazendo se sentar em seu colo. - Receio que não, meu amor. Exceto se formos no carro do titio; ele gosta de correr. - Mas correr não é igual a voar. - Disse o pequeno, erguendo a cabeça para olhar pra ela. Sheldon estava com 4 aninhos, agora. Falante e curioso com tudo. Inteligente, igual o pai. Assim que ela olhou para ele, viu seus cabelinhos castanhos e seus olhos cinzas, e sorriu. - A cada dia que passa, você se parece com o papai. Principalmente quando não me deixa pentear seus cabelos. - Disse ela, com olhar meio severo enquanto ele riu. - Papai não gostava de pentear os cabelos? - Certamente que não. Era uma briga toda vez que a gente ia sair de casa. Seu pai não gostava de um pente. - Riu, enquanto deixou-se encher por aquela lembrança boba de Brian. - E será que lá no céu, o papai arruma o cabelo? - Quis saber Sheldon, enquanto olhou para o céu, enquanto o sol ia se pondo. Charlie também olhou para a mesma direção e ficou uns segundos em silêncio, enquanto apertava mais Sheldon em seu colo. - Quer saber? Eu acho que não. - Sorriu de leve, como se pudesse ver Brian entre as nuvens.
 

Just a boy..


Ficou pensativa por um tempo, enquanto o local permanecia em seu silêncio. Estava amanhecendo e ela estava ali, na cama dele. Mais uma vez. Isso tinha que acabar. Escutou um barulho vindo do corredor e logo ele entrou, segurando de forma desajeitada uma bandeja de café da manhã. - Olha, ela acordou! - Brincou ele, que foi a seu encontro. Ryan sorriu para Charlie, e ela queria saber o que estava fazendo no quarto de um garoto de apenas 20 anos, trajando poucas roupas. - Eu te fiz um café da manhã. Não achei muita coisa porque minha mãe não fez a compra do mês. - Charlie riu, sentando na cama dele e suspirando. - Eu preciso ir embora, Ryan.. - E recusar meu café? - O garoto fez uma expressão triste, e foi para o lado dela, na cama. - Ryan, acabou. Não podemos mais nos ver. - Disse Charlie suspirando e levantando da cama, começando a procurar suas roupas. - Como assim, Charlie? Eu achei que eu, e você.. - Ela riu, enquanto ele foi ao encontro dela e a puxou para cama, fazendo-a sentar em seu colo. - Mal começamos.. - Por isso mesmo, Ryan.. Acho que 3 vezes foi o suficiente, não? - Não! - Disse o garoto, tentando beijá-la. Ela lhe deu um selinho, e voltou a olhar em seus olhos castanhos claro. Queria que eles fossem azuis. - Ryan, eu tenho 28 anos.. Idade para ser a sua tia. - Eu ia adorar que fosse minha tia. - Disse o garoto malicioso, enquanto ela tentou se levantar de seu colo. - Ryan, é sério.. Deixei isso ir longe demais. Você é só um garoto. - E dizendo isso, deu um selinho nele e levantou-se de seu colo. - Você vai ser mais feliz com garotas da sua idade. - Foi se vestindo enquanto ele parecia frustrado na cama. - O que eu preciso fazer para você ficar? - Não á nada a ser feito. Apenas seja um bom filho para a sua mãe. - Já vestida, ela se aproximou dele, e sentou ao seu lado o olhando nos olhos. - Foi legal, eu me diverti. Por uns dias você me fez voltar á adolescência, mas acontece que eu já sou adulta. E não daríamos certo. Eu não gosto de andar de skate. - Riu, enquanto dava um último selinho nele e se afastava. - A gente se vê, Ry.. - E deixando o garoto cabisbaixo na cama, ela foi embora. Riu de si mesma, enquanto já do lado de fora entrava no carro e fazia caminho para sua casa. Veria seu filho, e o levaria ao parque e depois tomariam sorvete. Era engraçado as formas que uma pessoa tentava esquecer a outra; mas parece que com ele, nada ia funcionar. 

 

Your name, forever the name on my lips.



(...) E agora eu sentarei no chão, vestindo as suas roupas. Tudo que eu sei é que eu não sei como ser algo que você sinta falta.. Então eu verei sua vida em fotos, assim como eu observava você dormir. E eu continuarei a sair com os nossos velhos amigos, só para perguntar como você está.


 

Too late.


Você acabou..Com todos os sonhos, com todas as possibilidades e até com o meu coração. Vai demorar, talvez até nunca passe, mas meu coração  nunca mais pulsará como antes.
 

Sacrifices are worth nothing


Me sacrifiquei por você.
 Como recompensa você se foi, levando junto todo o sentido de minha existência. 
Agora que eu já perdi o meu nada, você volta?
Você me levantou só para me derrubar de novo?

 

.. Wake up!




Uma bela mesa, para combinar com uma bela manhã. Olívia andava pela cozinha, terminando de ajeitar o café colocando um pratinho com Donuts, e todos sabiam de quem era. Charlie suspirou, enquanto puxava uma xícara branca e vazia para si. Estava ainda sonolenta, pois eram 6:00 horas da manhã. Sheldon entrou na cozinha, já uniformizado mas com os cabelos bagunçados. Sentou ao lado de Charlie e fechou os olhos. Assim como a mãe, estava com sono. Ao contrário deles, Skyler apareceu toda animada, dando um sonoro bom dia! - Bom dia, pequena. - Respondeu Charlie, enquanto a garotinha de 2 aninhos sentava em uma cadeira grande demais para ela. - Liv .. - Disse ela, e logo Olívia vinha trazendo sua tigela bonitinha rosa, com sucrilhos. Charlie servia-se de café quando ele apareceu, tão animado quanto Sky. - Bom dia! - Disse ele, dando um lindo sorriso e indo sentar-se ao lado de Sky. Puxou a garota, lhe dando um beijo carinhoso na bochecha. Ela riu, enquanto pegava uma colherada de sucrilhos. - Hmm, será que tá bom isso? - Ele perguntou á ela, que então levou a colher até a boca dele, lhe dando uma colher generosa de sucrilhos com leite. Ele comeu, todo ''bobo'' com a filha. Charlie olhava a cena, e não deixou de sorrir levemente. Naquele momento, ele olhou para ela. Olhos tão azuis e perfeitos. Por mais que os visse praticamente todos os dias, seu coração parecia que ia saltar pela boca. Poderia passar mil anos, que ela nunca ia se ''acostumar'' com isso. Ele não era do tipo de pessoa que a gente se ''acostuma''. - Parece que alguém aqui não quer acordar. - Disse ele, e logo Charlie desviou o olhar para Sheldon, que abriu os olhos devagar. Liv foi até ele, lhe deixando um copo com o desenho do Batman, de leite com chocolate. - Acho que agora ele acorda, não é? - Disse Charlie carinhosamente, tentando ajeitar os cabelos do filho enquanto ele pegava o copo de leite, resmungando. - Mãe, deixa meu cabelo. - Afastou a mão dela, que suspirou. Sky fez uma expressão séria, olhando para Sheldon. - É feio ir com o cabelo bagunçado pra escola. - Ele sabe disse, pequena. - Complementou Charlie, olhando dela para ele. - Puxou o pai, mesmo! - Disse Aaron, enquanto atacava seus deliciosos Donuts. Já fazia quase 3 anos que Brian havia morrido, e havia deixado o seu pequeno ''eu'', ou assim Sheldon ia demostrando, ser igual a ele. Charlotte não se importava, aliás ela até gostava. Era como uma lembrança viva dele, embora Sheldon fosse muito mais que isso. Era estranho olhar para trás e ver como tudo havia acontecido. Jamais em sua vida imaginou que veria Aaron á vontade, agindo como uma pessoa normal como todas as outras. Por mais que fosse uma coisa ''boba'' o ver ali parecendo tão garotinho quanto Sheldon comendo Donuts, para ela era mais do que poderia esperar. Quase, ou na maioria de todas as manhãs ela via aquela cena e por ela, veria por mais 500 anos. Não sabia como podia tanto amar alguém daquela forma, a ponto de apreciá-lo fazendo o que fosse.. Como se cada gesto fosse uma descoberta da ciência. Seus sentimentos e pensamentos eram de uma garota de 15 anos apaixonada pela primeira vez! Um amor platônico, ou nem tanto. Ele tinha consciência do que ela sentia, mas ambos faziam de conta que ''não existia''. Ele nunca iria correspondê-la, e ela sentia que nunca amaria outra pessoa. Mas não o culpava. Não tinha culpado nessa história. Talvez ele se sentisse mal em ver nos olhos dela o que ele nunca poderia lhe dar; e ela com raiva de si mesma em não conseguir seguir uma outra direção. Mas depois de quase 03 anos morando juntos, estava evidente que estava na hora dela pelo menos tentar. - Aaron.. - Disse, enquanto pousava a xícara de café na mesa. Ele, brincando distraidamente com Sky, virou-se na direção dela. - Precisamos conversar. - Sentiu o corpo tremer de leve. Uma ansiedade a fez perder a vontade de terminar de tomar seu café.

 

Your kingdom has come down


 ──  A questão é relativamente simples, minha cara. ── Ele dava o nó em sua gravata, enquanto ela puxava uma mecha de seu cabelo para trás da orelha, ajustando o óculos ao rosto de traços delicados e levemente perfeitos.  ──  Simples?  Prossiga então, fazem meses que não ouço nada “simples” que se trate desse Estado. ── Começou a retocar a maquiagem do rosto,  e ele ajustando a manga do paletó ao corpo, sentiu-se livre para continuar sua breve elucidação ── Um mal necessário leva a outro. Até que um dia você não vê a diferença, a sutil diferença, entre o necessário e o que é conveniente. E quando isso acontece, você está acabado. Você é um monstro. ── O quarto do hotel estava a meia luz, deveriam ser quase seis da tarde. Hellena Troy virou-se, encarando o homem de rosto distinto em sua frente. Os olhos eram azuis, claros e ao mesmo tempo escuros – havia uma escuridão ali, e ela sabia bem de onde se originava. Não havia apenas um homem ali em sua frente, e sim um dos homens mais influentes  encarregados da segurança do Estado de Washington. Eram amantes de longa data, e devido aos status de cada um, permaneciam daquela maneira até os dias de hoje. ── Você faz uma coisa ruim para fazer algo bom. Tente ver adiante, veja o que o monstro conquistou. ── Com os olhos ela mirou a janela que ia do chão até o teto, e ambos observaram por alguns minutos, a vastidão de Washington D.C. Aaron correu os olhos pelo corpo de Troy, que beirava a perfeição. A mulher estava séria, observando a cidade que assim como ele, lutava todos os dias para manter em ordem. Não era uma simples mulher, e sim uma das engrenagens mais fortes e brutas do Estados Unidos da América. Troy era simplesmente, a Juíza do Tribunal de Justiça do Estado de Washington e isso fazia dela uma desembargadora. ── Aaron, isso não te irrita? ── Hm, o quê? ──  Dar o sangue por esse país e sequer ter uma vida pessoal satisfatória. ── O homem deu um suspiro, de certo já havia refletido muito sobre essa questão e hoje já era conformado quanto a esse assunto. ── Oras Hellen... Todos nós pagamos um preço para ter um lugar no topo. Você mais do que ninguém sabe o que é isso. ── Ela mirou os próprios pés, logo voltando o olhar para a cidade, e depois para ele. ── De fato Aaron, tem razão.  É pedir demais para ter uma vida suportável. ──  Você nem faz ideia. ── Ela riu, e puxou o vestido mais para baixo, o alinhando ao corpo. ── Vamos, já faz quase uma hora que estamos aqui. ── Não antes de você. ── Disse ele logo puxando um cigarro da carteira, segudos depois dando uma tragada longa. Hellena balançou levemente a cabeça de forma negativa, abrindo a porta do quarto pronta para ir até o hall, onde estavam as personalidades mais influentes do país. ── Isso ainda vai te matar. ── Ele não moveu um centímetro do corpo, permaneceu pensativo enquanto observava a cidade, agora completamente acesa. ── Quem dera. ── Hellena fechou a porta e sorrateiramente, voltou ao evento que ocorria no andar abaixo. Aaron permaneceu ali dentro por mais alguns minutos, e quando colocou a mão na maçaneta da porta, olhou a paisagem mais uma vez. ── Veja o que o monstro conquistou... De fato, de fato... O homem perde o poder quando é contagiado pelo sentimento de piedade.── Fechou a porta, e assim como Hellena Troy, voltou para o evento de aparências. De fato haviam coisas que só com sérios sacrifícios se conseguia obter. Aquela era uma delas.

 

..



Foi deixada por ele na porta de uma loja de vestidos. Não que ele não tivesse paciência de ficar ali com ela, mas disse que já voltava. - Ok.. - Disse ela, enquanto entrava naquela bela loja perfumada. Havia centenas de vestidos, dos mais variados tipos e tamanhos.. Era o paraíso para ela. Logo uma atendente bem vestida com um terninho preto se aproximou, oferecendo ajuda. - Obrigada.. - Disse Charlie enquanto começavam a ver alguns modelos. Perdeu-se no tempo em que ficou com a vendedora olhando modelos e experimentando-os. Eram tantos modelos lindos, que ela não sabia qual escolher. Caminhou então até uma arara, procurando mais algum modelo que a agradasse, quando um homem bem vestido se aproximou dela. - Charlotte? - Disse ele, fazendo a mulher se virar rapidamente. - Sim? - Era um homem aloirado, os olhos cor de mel e usava uma calça, uma camisa polo rosa, e a julgar pela voz tinha jeito ''afeminado''. - Oi, meu nome é Adam, eu trabalho numa joalheira e estou fazendo uma pesquisa.. Como só de te olhar deve gostar de jóias, queria lhe mostrar uma. - Ele falava de um jeito engraçado, todo ''espivitado''. Charlie riu. - Tudo bem. - Achou estranho, mas não disse nada. Adam então abriu uma caixinha preta que tinha em mãos, mostrando um dos anéis mais lindos que Charlie havia visto na vida: Era todo prata, com pequenos diamantes encrostados nele, pequenos mesmo, quase dando a volta nele todo. No centro, um belo acabamento com um diamante maior. Brilhava de longe, e Charlie ficou olhando o mesmo hipnotizada. Adam suspirou de forma impaciente, tirando o anel da caixinha. - Vamos ver como fica no seu dedinho.. - Disse ele, puxando a mão direita de Charlie e colocando o anel no dedo anelar. Coube direitinho. - Nossa, é meu número.. - Disse Charlie olhando, o anel brilhando em seu dedo. - Claro que é, querida.. E quem te deu, disse que era tão linda quanto este anel! - Disse o tal do Adam, fazendo alguém aparecer atrás dele, revirando os olhos. - Eu não disse isso! - Suspirou Aaron, enquanto Adam apenas riu de leve, olhando a expressão surpresa de Charlotte. - Ai, como esses homens são difíceis! Mas né, bonitão desse jeito.. Não pode reclamar viu! - Piscou para ela, que estava radiante agora olhando para Aaron. - É lindo.. - E então, de repente tudo se desfez. Tudo ficou preto, e ela sentiu algo sólido embaixo de si. Sentou rapidamente na cama, puxando a máscara que cobria seus olhos. Estava sozinha em seu apartamento. Tudo estava silencioso, e calmo. Respirou fundo, enquanto lembrava do que havia sonhado, e voltou a deitar, puxando a máscara e cobrindo a cara com o travesseiro. Sentiu raiva de si mesma - Você não tem jeito mesmo, Charlotte. - Disse para ela mesma.
 

Já era fim de tarde, quando Charlotte revisava aquele relatório. Papéis e mais papéis espalhados pelo chão da sala do apartamento de Aaron. Ele dormia tranquilamente no andar de cima, enquanto a pequena Sky estava ao lado de Charlie, fazendo seus desenhos. Ela olhava Charlotte, como se quisesse imitar os gestos que a mesma fazia. A outra estava tão ''centrada'' naquele relatório, que só reparou em Sky quando a mesma começou a rir. Olhou então para ela, que estava toda serelepe com uma das pequenas mãos na boca. - O que foi, Sky? - Quis saber Charlie. A pequena, apenas parou de rir e tentou fazer uma voz mais ''adulta''. - O que foi, Sky? - Ela repetiu, enquanto Charlie ficou sem entender. - Tá tudo bem? - Tá tudo bem? - Repetiu a garotinha, que segurava o riso. Charlie baixou os papéis, olhando naqueles olhos tão azuis quanto de seu pai. - Ah, já sei.. Tá brincando de imitar? - Sorriu de leve, enquanto Sky a respondeu. - Ah, já sei.. Tá brincando de imitar? - Sky! - Sky! - Disse a pequena logo em seguida, voltando a olhar Charlotte de forma serena. - Podemos brincar depois? A tia Char precisa terminar de ler isso aqui. - Indicou o papel em uma das mãos. - Podemos brincar depois? A tia Char precisa terminar de ler isso aqui. - Ela falou novamente, enquanto Charlie fez uma expressão séria. - Vou chamar seu pai! - Vou chamar seu pai! - No fundo, Charlie estava apenas brincando e partiu pra cima da pequena, rindo e lhe fazendo cócegas. As risadas davam um ar aconchegante naquele fim de tarde. - Paaaaaai, paaaaaiii.. A tia.. - Dizia a pequena sem consegui terminar de formular a frase. Charlotte fez ''shiii'', enquanto ela mesma tentava segurar o riso. - Hey, não vamos acordar o papai.

 

Odeio o modo como fala comigo, e como corta o cabeloOdeio como dirigi o meu carro, e odeio seu desmazeloOdeio suas enormes botas de combate, e como consegue ler minha menteEu odeio tanto isso em você, que até me sinto doente. Odeio como está sempre certo, e odeio quando você mente. Odeio quando me faz rir muito, mais quando me faz chorar.. Odeio quando não está por perto, e o fato de não me ligarMas eu odeio principalmente, não conseguir te odiar.. Nem um pouco, nem mesmo por um segundo .. Nem mesmo só por te odiar.
 





Ainda bem que sonhar, não te faz pagar impostos.
 

Yeah, how long must you wait for it?




Em meu lugar, estavam linhas que eu não podia mudar.
Eu estava perdida, cruzei linhas que não deveria ter cruzado.
Eu estava assustada, cansada e despreparada.
Mas eu esperei por você
Se você for, então deixe-me aqui sozinha e abatida.
Então eu esperarei por você, sim.

[...]
 


Isso está me aborrecendo, me irritando e me contorcendo todo.
Estou desmoronando, me virando pelo avesso.
Isso está me modificando de novo, me obrigando a lutar.
E para isso devo estar infinitamente frio por dentro.

 


"Mais do que ninguém desejo ter a felicidade... Mas meus olhos combinam com a tristeza."

 


Está melhorando ou você ainda sente a mesma coisa?
As coisas vão ficar mais fáceis para você agora
que você tem alguém para culpar?



 

~ I see you ..


Você, com olhos tristes. Não fique desanimado. Eu sei, é difícil criar coragem.
Num mundo cheio de pessoas, você pode perder tudo de vista.
E a escuridão dentro de você, pode te fazer sentir tão insignificante...

Mas eu vejo suas cores reais, brilhando por dentro.
Eu vejo suas cores reais, e é por isso que eu te amo.
Então não tenha medo de deixá-las aparecerem.
Cores reais são lindas como um arco-íris.

Mostre-me um sorriso então, não fique infeliz. 
Não me lembro quando foi a última vez que vi você sorrindo. 
Se este mundo te deixa louco, e você aguentou tudo o que consegue tolerar..
Me chame, porque você sabe que eu estarei lá.


 

The end.

Quando se é criança, você não sabe bem como as coisas acontecem. Na verdade, você não se preocupa com isso. Seu único ''problema'' é decidir qual sapato usar, e qual sabor de sorvete você quer. Ficar entre ir ao parque, ou jogar vídeo game. Mas uma coisa, não fica muito clara.. Porque você somente a sente. Você é pequena e frágil, e ele está lá desde que você se entende por gente, guiando seus passos. Ele fica horas te olhando, e qualquer palavra, qualquer coisa que faça sua voz ecoar por seus ouvido, você sorri. Porque a voz é familiar, é aconchegante, e te traz paz. Você sempre vai reconhecer essa voz, porque desde sempre ela fez parte da sua vida. Ela estava lá quando você aprendeu a andar, e também estava lá quando você caiu da bicicleta e desistiu, achando que aquilo não era para você. No primeiro dia de aula, em que você se vê sozinha em meio á tantas pessoas, e só fica feliz quando vê o sorriso dele no meio da multidão. E então você corre, e vai para o melhor lugar do mundo: Seus braços! Depois, ele te enche de mimos e beijos.. E vocês ficam a madrugada toda jogando vídeo game e comendo porcarias. Ele é tudo na sua vida, é tudo o que você tem, e é tudo o que você gostaria de ser quando crescer. Você sente orgulho dele, e nem imagina o esforço que ele faz para sorrir e te ouvir falar pelos cotovelos depois de um dia difícil e cansativo de trabalho. Ele te põe pra dormir, e sempre diz que te ama. E para você ele é o melhor pai do mundo. Mas então você cresce, tenta compreender coisas que não estão ao seu alcance. Ele precisa de um tempo, ele está cansado, a vida dele nunca foi fácil. E por mais que ele tenha falado que você é tudo pra ele, que é a real razão dele estar vivo, ele resolve te deixar. E você fica se perguntando o porque disso tudo. Você é apenas uma criança, mas não é boba. Você reza todas as noites, para que ele tenha sobrevivido porque você não sabe muito bem aonde e como ele está. Não sabe se ele está com dor, se ele está comendo e aonde está dormindo. E tudo o que você queria, era ele ao seu lado rindo e contando alguma besteira para você antes de te deixar na escola. Mas ele volta, e assim que você o vê, sai correndo na sua direção como se sua vida se resumisse somente a isso. Você esquece os dias que ficou sozinha, em que temeu por ele, ou os dias que até sentiu raiva. Tudo é esquecido, porque ele voltou e você não vai mais deixá-lo ir embora. Mas então o tempo passa, e você precisa tomar certas decisões para a sua vida, e espera que ele fique ao seu lado, porque é o correto. Você espera que ele fique feliz por suas escolhas e decisões. Mas agora, não existe somente você. Você não é mais a ''princesinha do papai''. Você tem que dividí-lo, assim como ele tem que dividir todo o amor que ele tinha por você. Não é mais somente seu, não é mais o único ''raio de sol'' dele. Aí ele muda, diz que não te entende, que não aceita as coisas que você fez. Mas, peraí.. Você não teve que aceitar as escolhas dele? Você não aguentou calada, com pouca idade e compreensão.. Mas ficou lá, esperando por ele? E agora, o que ele te dá? NADA. Ele fica irritado, cansado, porque você não saiu exatamente como ele planejou. E tudo o que ele te diz é que com ela, isso não vai acontecer. Porque ela é diferente, e merece tão compreensão e paciência quanto ele teve contigo quando você era pequena. E enche de desculpas tudo o que você rebate, diz que você é egoísta e não liga pra ele e nem para ela.. Mas, será que ele sabe que ele fez a mesma coisa? Será que ele sabe que você teve que aguentar sua ausência, sem realmente entender o porque? Não, ele não vai lembrar disso. Porque tudo o que ele lembra agora é ela. Ela é o novo raio de sol, ela é o novo motivo para ele existir.. E o que você faz? O que qualquer pessoa faria.. Deixa o caminho livre, para eles serem felizes.
 

Wish I'd never grown up..

As suas mãos pequenas encaixadas ao redor do meu dedo,
E está tão quieto no mundo esta noite.
Suas pequenas pálpebras agitadas porque você está sonhando,
Então eu te cubro, ligo a sua luz noturna favorita.
Para você tudo é engraçado, você não se arrepende de nada.
Eu poderia dar tudo o que tenho, querida..
Se você pudesse ficar assim.

Oh querida, nunca cresça..
Nunca cresça, apenas fique assim pequena.
Oh querida, nunca cresça..
Nunca cresça, isso poderia ficar simples assim.
Eu não deixarei ninguém te machucar, não deixarei ninguém quebrar seu coração.
E ninguém irá te abandonar,
Só tente nunca crescer, nunca crescer

I love you, daddy!
S, Alexa.

 

No one told me about her



Bem, deixe-me dizer sobre a maneira como ela olhou, a maneira como ela agiu, a cor do seu cabelo.
Sua voz é suave e indiferente, seus olhos são claros e brilhantes
Mas ela não está lá... Bem ninguém me disse sobre ela, o que eu poderia fazer ?
Bem, ninguém me disse sobre ela embora todos soubessem. Mas é tarde demais para dizer que está arrependido. Como eu poderia saber? Por que deveria me importar? 
Por favor não se incomode tentando encontrá-la, ela não está lá.
 

 Não há paz que eu tenha encontrado até agora
A risada penetra o meu silêncio, enquanto homens bêbados encontram falhas na ciência;
As suas palavras, na maioria barulhos. Fantasmas apenas com vozes.
Suas palavras na minha memória, são como música para mim
E eu estou a milhas de onde você está, eu me deito no chão frio...
Eu, eu rezo para que algo me levante e me coloque nos seus braços calorosos.
 

Leve tudo embora



Aguente firme, isso vai doer mais do que qualquer coisa doeu antes...
O que foi isso? Eu causei isso mais do que qualquer um pudesse ignorar
O que eu fiz...Eu trabalhei tanto só pra ver você acabar com tudo
O que você fez ? Eu quero de volta os anos que você pegou quando eu era jovem
Eu era jovem... Leve tudo isso embora... Eu já não sinto mais.

 

In memory..


''Por mais que eu lutasse para não pensar em Brianeu não lutava para esquecê-lo. Eu me preocupava - tarde da noite, quando a exaustão da privação de sono penetrava em minhas defesas - que tudo desaparecesse. Que minha mente fosse como uma peneira, e eu um dia não conseguisse me lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele ou da textura de sua voz. Eu podia não pensar naquilo, mais queria me lembrar de tudo.''
                                                    - Brian Steerforth /1985-2013





 

(...) And I have become.. Comfortably numb.


''Olá? Tem alguém aí? Apenas acene se puder me ouvir. 
Vamos lá, ouvi dizer que você está se sentindo deprimido.
Bem, eu posso aliviar sua dor.. E te pôr em pé de novo!

Relaxe, vou precisar de algumas informações primeiro.
Apenas coisas básicas.Você pode mostrar onde dói?''

___________________________________________________
 

You feel it?


Eu podia ouvir seu coração. Não porque eu estava com a cabeça apoiada em seu peito; o monitor acima indicava ''80 batimentos por minuto'', sempre soando um ''apito'', como se fosse um alarme indicando que ele ainda estava vivo. Sua expressão estava serena, tranquila. Mas como será que ele estava por dentro? Agonizando, gritando? Eu não sei. Não sei agora o lugar aonde sua mente está, e se ele é capaz de pensar em algo. Eu espero que não. O lugar que ele está é bem melhor do que o lugar aonde eu estou agora. Aqui faz frio, muito frio. O tempo nunca está bom, e não adianta.. Aonde quer que você vá, você se sente sufocada. E você nunca vai entender porque as pessoas estão rindo, porque elas estão felizes. Qual é o motivo? Qual é a graça? Não tem graça, não tem alegria. Só tem dor. Uma dor dilacerante, que vai te cortando lentamente, te fazendo sangrar até a última gota e mesmo assim, ela encontra um jeito de continuar te torturando. Mas hey.. Você pode me ouvir? Sim, eu estou aqui. E por um lado é bom que não me veja dessa maneira, porque nem eu mesma sei como estou vivendo dia após dia. Acho que é você que me dá força, você que não me deixa desistir. E então é por isso que eu te peço.. Não desista também! Você é forte, é capaz, e eu não preciso ficar aqui te dizendo isso. Mas eu fico, e eu digo todos os dias, que você pode vencer. Eu sei, deve doer e vai ser pior quando você voltar mas, eu vou estar aqui, eu não vou te deixar.. Você não está sozinho como achou sua vida inteira, e você não precisa carregar o mundo nas costas. Deixe eu carregar um pouco pra você, não seja tão orgulhoso e não sinta vergonha. Não tem do que sentir vergonha, afinal garotos não choram.. Chorar é somente para os homens!



 

Quando perde a graça.

Depois que você toma uma série de decisões erradas acaba se acostumando com isso. Primeiro fica revoltado consigo mesmo; nunca achou que fosse capaz de julgar uma situação tão mal. Depois de outra série de atitudes igualmente erradas e descabidas, aprende-se que não se pode chorar pelo leite derramado, então começa a se conformar com o seu talento nato para estragar a própria vida – E a das pessoas que o rodeiam – E ainda sim, depois de tudo isso, mais decisões erradas, e consequências impossíveis de serem suportadas dentro dos parâmetros humanos. Daí você aprende da pior maneira possível (porque se trata de você mesmo), a não se importar mais. Não interessa se quem vai pro buraco é só você, ou se vai arrastar um monte de gente pro abismo fracassado que é a sua vida; não importa. Ele não se importa mais com o fato de que sua vida não tem jeito, é um fracasso e sempre vai ser. Ele já se revoltou, se conformou e agora não rema mais contra a maré. Cansou, seus braços cansaram – parou de lutar. Já não se importa mais. A vida perdeu o significado e o sentido, perdeu a cor. Ele toma café porque está habituado a tomar café, não porque quer sentir o gosto amargo lhe pelar a língua e descer fervendo pela garganta. O café extraforte não tem mais sabor, é só uma água preta quente que o deixa pilhado por algum tempo. Ele fuma e não é pelo sabor ou estilo que os seus “amigos” cigarros proporcionam. Fuma porque já se tornou compulsivo e simplesmente não se pode mais parar: Se tornou uma distração pra quando tudo a sua volta desaba, e não se pode gritar até a sua garganta sangrar. Ele tenta, mas não consegue. E é aí que se deu conta de um único fator, o fator chave de sua vida: “Hey cara, você não se importa mais”. Câncer no pulmão? Quem dera ter essa sorte. Pelo menos ele teria uma desculpa para desistir da vida, sem escândalos, sem ladainha.
 

Who have mercy?

 CHARLIZE FIQUE AI! A mulher parecia surda. O grito de Aaron fez com que outros agentes voltassem a atenção para a estrada. Charlize caminhava a passos lentos, o carro todo preto e no vidro fumê se aproximava cada vez mais. As sirenes das viaturas estavam ligadas, estava claro que haviam oficiais trabalhando. Ele não seria louco, ou seria? Aaron tentou se atrever a correr até ela, mas suas pernas criaram chumbo, ele tinha uma filha a criar. A estrada era de seis faixas, ele estava perto – muito perto. – Não havia mais jeito. As lágrimas escorriam dos olhos, a cabeça parecia a ponto de explodir. Soava frio, já sentia falta dela. As mãos estavam na cabeça, em sinal de verdadeiro desespero. Dava uma última olhada na mulher – Estranhamente ela também chorava, como se já soubesse o seu destino. 
 

Who have mercy?


"Queria ficar ao seu lado até o último segundo, pois era isso que os amigos faziam. Queria lhe dizer que iria ficar tudo bem, que tudo daria certo e que ela viveria para contar a história. Mas nem isso teve o direito de ter."



── Charlize pass away.
Part 1 of 2.
 

Diga-me... Você mataria para salvar uma vida?
Você mataria para provar que você está certo?
Não importa quantas mortes eu morra, eu nunca esquecerei.
Não importa quantas vidas eu viva, eu nunca irei me arrepender.
 

[...] I know you'll leave me



Se eu tivesse mais uma chance de escolher [...]
Por favor, encontre um jeito de me deixar seguir meu caminho.
E você pode fazer o mesmo, se ainda houver tempo.
E não encontre alguém que te trate como eu tratava...
...Você merece um homem melhor do que eu.

 

Confession..

(...) Talvez fosse fácil - como segurar a mão dele ou ter seus braços me envolvendo. - Talvez fosse ótimo. Talvez não fosse uma traição. Além disso, a quem eu estava traindo, aliás? Só a mim mesma.
 

Since you're gone

Depois dessa sequência de acontecimentos...
... O futuro que eu buscava transformou-se
numa folha de papel em branco.
E eu continuo sem conseguir desenhar nada nessa folha.

Parece que... Nada acontece.
 

These violent delights have violent ends.


Desculpe, Brian. Acho que a Charlotte...
...Não está conseguindo aceitar os fatos, por enquanto.
Por isso, espere só mais um pouquinho.
Eu te prometo...
...Que seus sentimentos chegarão até ela.
Por hora... Esqueça todas as dores e descanse em paz.